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Kanban: muito além dos cartões de produção

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Um dos maiores desafios da Produção Puxada e do Just in Time é garantir que todos os processos estejam sincronizados, produzindo apenas o necessário, na quantidade certa e no momento certo. Para isso, cada processo precisa saber exatamente quando produzir e quanto produzir , evitando tanto a falta quanto o excesso de materiais entre as etapas. Imagine um produto que precisa passar por três processos produtivos. Se analisarmos cada processo individualmente, é possível que todos apresentem excelentes indicadores de desempenho, como alta produtividade e eficiência. Entretanto, ao observarmos o fluxo completo, percebemos uma realidade diferente: grandes estoques intermediários, Work in Process (WIP), e longos tempos de espera entre as etapas. Para reduzir esses estoques e melhorar o fluxo, a Produção Puxada estabelece que cada processo deve produzir apenas aquilo que o processo seguinte realmente necessita. No papel parece uma ideia muito boa, mas na prática surgir uma dúvid...

Just in Time: Como produzir apenas o necessário, na quantidade certa e no momento certo?

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No artigo anterior, falamos sobre o modelo de produção puxada , em que o processo produtivo responde diretamente à demanda do cliente. Essa abordagem é eficiente em mercados voláteis e imprevisíveis, pois evita o desperdício da superprodução . No entanto, produzir apenas quando existe demanda traz o desafio de coordenar toda a cadeia de suprimentos para que materiais, componentes e informações estejam disponíveis exatamente quando forem necessários. Se esse fluxo for interrompido, a empresa pode sofrer atrasos, perda de produtividade e até deixar de atender seus clientes. Para tornar esse modelo viável temos um dos principais pilares do Sistema Toyota de Produção o Just in Time (JIT) . O que é Just in Time? Just in Time (JIT) é uma filosofia que busca produzir somente o que é necessário, na quantidade necessária e no momento exato em que a demanda acontece. Imagine uma fábrica de refrigerantes. Em um modelo tradicional, milhares de tampas, rótulos e embalagens ficam armazen...

Puxado x Empurrado: por que algumas empresas produzem mais do que precisam?

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No artigo anterior, conhecemos os oito desperdícios do Lean e entendemos como cada um deles impacta o desempenho dos processos. Neste artigo, vamos nos aprofundar em um deles: a superprodução . Esse desperdício é considerado por muitos especialistas o mais crítico, pois costuma ser a origem de diversos outros desperdícios, como excesso de estoque, movimentações desnecessárias, transporte, espera e até retrabalho. Para entender por que isso acontece, vale voltar algumas décadas e observar como duas montadoras, Ford e Toyota, desenvolveram formas completamente diferentes de organizar a produção. Ford × Toyota No início do século XX, a Ford revolucionou a indústria com a produção em massa. Seu modelo era baseado em linhas de montagem altamente padronizadas, produzindo grandes quantidades de poucos modelos de automóveis. Essa estratégia permitia reduzir a necessidade de mudanças no processo, aumentar a eficiência da produção e diluir os custos fixos, tornando o custo por unidade ca...