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Mostrando postagens de julho, 2026

Just in Time: Como produzir apenas o necessário, na quantidade certa e no momento certo?

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No artigo anterior, falamos sobre o modelo de produção puxada , em que o processo produtivo responde diretamente à demanda do cliente. Essa abordagem é eficiente em mercados voláteis e imprevisíveis, pois evita o desperdício da superprodução . No entanto, produzir apenas quando existe demanda traz o desafio de coordenar toda a cadeia de suprimentos para que materiais, componentes e informações estejam disponíveis exatamente quando forem necessários. Se esse fluxo for interrompido, a empresa pode sofrer atrasos, perda de produtividade e até deixar de atender seus clientes. Para tornar esse modelo viável temos um dos principais pilares do Sistema Toyota de Produção o Just in Time (JIT) . O que é Just in Time? Just in Time (JIT) é uma filosofia que busca produzir somente o que é necessário, na quantidade necessária e no momento exato em que a demanda acontece. Imagine uma fábrica de refrigerantes. Em um modelo tradicional, milhares de tampas, rótulos e embalagens ficam armazena...

Produção Puxada x Produção Empurrada: Entenda as Diferenças e Quando Usar Cada Uma

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No início do século XX, Henry Ford enfrentava um desafio que mudaria a indústria automobilística: como produzir automóveis em grande escala, com alta padronização e a um custo cada vez menor? A resposta foi a produção em massa, baseada em linhas de montagem padronizadas, grandes volumes e poucos modelos. [3] Algumas décadas depois, a Toyota enfrentava um cenário bastante diferente. O mercado japonês era menor e apresentava maior variedade, enquanto a empresa tinha menos condições de manter grandes estoques e produzir enormes lotes para venda futura. Era necessário encontrar outra forma de organizar a produção. Foi nesse contexto que a Toyota desenvolveu o Sistema Toyota de Produção, buscando maior flexibilidade, menores lotes e uma forma diferente de coordenar o fluxo produtivo. Entre seus princípios estava a produção orientada pelas necessidades do processo seguinte, conceito associado à lógica de produção puxada descrita por Taiichi Ohno. [1] Produção empurrada A produção empurra...

Os Desperdícios do Lean: por que seus indicadores não melhoram?

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Nos últimos artigos falamos sobre como medir o desempenho dos processos por meio de indicadores de performance, qualidade, tempo e custo. Mas medir é apenas o primeiro passo. A verdadeira evolução acontece quando entendemos o que está impedindo esses indicadores de melhorar. Quando iniciamos uma investigação para descobrir as causas de um baixo desempenho, é comum imaginarmos problemas complexos, grandes investimentos ou soluções sofisticadas. Na prática, porém, os principais ofensores costumam ser muito mais simples do que parecem. É justamente nesse ponto que entra um dos principais conceitos do Lean: a eliminação dos desperdícios . Toda empresa possui desperdícios. A diferença entre as empresas de alta performance e as demais não é a ausência deles, mas a capacidade de identificá-los e eliminá-los continuamente. Lean / Sistema Toyota de Produção Antes de falar dos desperdícios, precisamos entender a origem do conceito. Muitas pessoas associam os desperdícios diretamente ao...

O custo da ineficiência - Como pequenas perdas operacionais afetam a rentabilidade do negócio.

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Você já se perguntou por que algumas empresas possuem produtos excelentes, clientes satisfeitos e processos eficientes, mesmo assim encerram suas atividades ou acabam sendo vendidas? A resposta nem sempre está nas vendas ou na qualidade. Muitas vezes, está na gestão dos custos. É comum que as empresas concentrem seus esforços em melhorar a produtividade, reduzir o tempo de produção e aumentar a qualidade. Tudo isso é importante. Porém, se essas melhorias não forem acompanhadas por uma boa gestão dos custos, a operação pode continuar pouco rentável. Neste artigo vamos mostrar como baixo desempenho e qualidade, impactam diretamente os custos do negócio, além de apresentar outros indicadores importantes para avaliar a saúde financeira dos processos. Quando o desempenho começa a custar dinheiro Quando um processo apresenta baixo desempenho, normalmente pensamos em atrasos, perda de produtividade ou dificuldade em cumprir o plano de produção. Porém, existe uma consequência que nem...

Indicadores de Qualidade

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Imagine uma empresa que entrega todos os pedidos no prazo, possui equipamentos altamente eficientes e uma manutenção impecável. Mesmo assim, os clientes continuam reclamando. O que está acontecendo? A resposta provavelmente está na qualidade. Neste artigo, vamos mudar um pouco a perspectiva sobre indicadores, nos últimos artigos falamos sobre alguns dos principais indicadores usados para medir o desempenho de um processo, como OEE , Lead Time , MTTR e MTBF . Agora vamos falar de indicadores que auxiliam a medir a qualidade do meu processo. Embora existam indicadores específicos para qualidade, muitos indicadores de desempenho também fornecem informações importantes sobre ela. O OEE, por exemplo, possui uma dimensão dedicada à qualidade, que mede qual percentual da produção foi aprovado sem necessidade de retrabalho ou descarte. Já o Lead Time pode indicar problemas de qualidade quando atrasos frequentes geram insatisfação do cliente ou descumprimento de prazos. Por isso como já falamos...